sábado, 25 de outubro de 2008

Essa Fortaleza de Lágrimas

E denovo aqueles pesadelos. Dessa vez meu sub-conciente te levou para um refúgio. Calmo, seguro. Lá ninguém podia te machucar. Você afundava silenciosamente nessa graça, apenas prendendo a respiração.
Mas eu chorava. Tinha muito medo. Construí uma fortaleza de lágrimas por você. E por você o medo aumentava em mim, e eu sei que aquela fortaleza de lágrimas não vai tombar, pois elas não param de cair dos meus olhos.
Causas e consequências. A paga. Agora nada te livraria das correntes que prendiam teu coração: assim seria ao se refugiar no forte criado por mim. A única coisa que você podia fazer era concentir e continuar afundando.
Rei da fortaleza que nem minha era. Ditava leis e você as aceitava. E nos pesadelos que eu tive nesse pesadelo eu via a verdade: meu medo só aumentava por você, que, mesmo livre do mundo, mesmo a salvo no forte, ainda era tão frágil... tão cheia de pecados...
A fortaleza é sua, eu apenas a construí com as lágrimas do desespero a que você me remeteu.
E mesmo sabendo disso, você só me olhava nos olhos, sorria triste e, ainda de respiração presa, afundava... afundava...

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