segunda-feira, 27 de outubro de 2008

E o amor disse "não"

Eu até achei que a luz do amor me guiaria até você, mas mais uma vez ele se mostrou frio e gelado, me fazendo voltar a habitar aquele vazio que (ironicamente) eu já podia chamar de lar. Te vi sorrir e percebi que estava totalmente sem esperanças.
Venha pra mim, cure essa dor, ou me deixe em paz para morrer vivo. De joelhos implorando, suplicando, e a doce voz feminina do amor dizendo "não". Eu chorando e você me sugando as forças com esse seu "não".
Uma placa com os dizeres "Otário" enfeita o portão desse cemitério. A tumba fria que é o amor foi você quem cavou, e, olhando daqui de dentro, sei que te deu prazer me olhar caindo como em um abismo. A violência dessas palavras podem te fazer rir de um exagero inexistente ou amargar lágrimas de arrependimento, mas é verdadeira a dor de mil facas rasgando meu sentimento e deixando-o sangrar, pois eu lembro de todos os dentes brilhando no sorriso do "não".
Ainda espero o calor dos teus braços e a doçura dos teus lábios curarem essa ferida funda no meu coração. Esse seu "não" me deixa cada vez mais enterrado nessa vida, sofrendo como alma desgarrada pela falta de você.
Alguém tentou me consolar, mas só disse mentiras: Não, a luz do amor não saberia guiar alguém tão perdido. Continue com seu "não" e me deixe em paz para viver só.

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